Tudo que é feito com método torna-se mais fácil.
Toda pessoa inteligente, ao fazer uma atividade inúmeras vezes, desenvolve um método, uma forma para facilitar e encurtar essas atividades repetitivas.
Um colega diz que não chama faxineira em casa, pois ela leva um dia todo para fazer o que ele faz em duas horas. Eu acredito. Aqui em casa também é assim. Eu e meu marido fazemos uma faxina completa em uma hora e meia. Acredito que isso ocorra por dois motivos, o primeiro é que tu sabe que lugares mais precisam de limpeza e em quais a sujeira mais te incomoda, então tu vai focar neles. O segundo é o método.
Lavando louça, eu sempre penso em como fazer com que o sofrimento dure menos (principalmente no inverno, pois a cozinha é fria), então faço o seguinte:
1- Não sujo. Isso mesmo, explico, não coloco louças engorduradas junto com as não engorduradas. Deixo as mais sujas dentro da pia e as outras fora.
2- Não deixo a sujeira secar. Mais tarde, fica bem pior.
3- Sempre que possível uso água quente. Limpa mais, economiza sabão e, por isso, é mais "verde".
4- Lavo bem a esponja e deixo a água com sabão escorrer pela louça mais suja. Às vezes fecho o ralo para molhá-las bem.
5- Ensaboo a louça menos suja e enxáguo em cima daquela mais suja. Se a pia enche, vou esvaziando e deixando encher de novo ao longo do processo, assim a água vai tirando os resíduos.
6- Depois eu lavo bem a esponja de novo e termino.
Fica tudo limpinho bem rápido. E fico pensando em como desenvolver método para toda a faxina, determinando o que quero que seja feito e como para passar a faxineira e me livrar dessa horinha de trabalho chato, já fiz um check-lis, mas falta bastante para tornar-se método, mas vamos indo, um dia fica bom.
8)
terça-feira, 22 de julho de 2014
A máxima da Mi
A humanidade passou milênios aprendendo a lidar com a escassez. Nossa mente está modelada para isso, nosso corpo, nosso paladar que aprova com avidez os sabores doces e comidas fritas.
E agora? Como vamos lidar com a super abundância? Nas cidades brasileiras, há uma abundância de comida, há comida à vontade por preços bem acessíveis. Principalmente comidas de baixa qualidade nutricional e alto teor calórico. Quando saímos do país ficamos chocados com o alto preço que pagamos por pequenas porções. Não há rodízio, nem buffet nos lugares que conheci. Na maioria, os pratos são individuais e me deixavam apenas satisfeita.
Aqui é diferente, acho que dos sete pecados capitais, o mais praticado aqui é a gula (acho mesmo!). E como lidar com nossa gula vendo tantos pratos lindos?
Não adianta cumprir uma dieta rígida, de repente nos deparamos com uma situação em que não há como escapar: um rodízio de pizza, uma ilha de massas, um buffet de sushi, festa de aniversário, um café na casa da vó...
Diante de tudo isso, uma amiga (Michelle) formulou uma máxima: não é por que pegou, colocou no prato, comprou, pagou caro que vai comer. Ela sempre diz: "Não engorda pelo que não vale a pena". Se provou, e não era bom, deixa no prato, não come.
Para mim, é difícil, fui ensinada pela lógica da escassez, ensinada a não deixar nada no prato, que colocar comida fora é pecado com tanta gente passando fome no mundo. Contudo, eu me convenci, é bem mais fácil e barato colocar no lixo um pouco de comida (afinal se não se gosto, pego pouquinho para não desperdiçar) do que colocar na boca e passar meses malhando para eliminar aquele momento de constrangimento.
Ainda é pouco para resistir a tanta oferta, mas é um começo.
E agora? Como vamos lidar com a super abundância? Nas cidades brasileiras, há uma abundância de comida, há comida à vontade por preços bem acessíveis. Principalmente comidas de baixa qualidade nutricional e alto teor calórico. Quando saímos do país ficamos chocados com o alto preço que pagamos por pequenas porções. Não há rodízio, nem buffet nos lugares que conheci. Na maioria, os pratos são individuais e me deixavam apenas satisfeita.
Aqui é diferente, acho que dos sete pecados capitais, o mais praticado aqui é a gula (acho mesmo!). E como lidar com nossa gula vendo tantos pratos lindos?
Não adianta cumprir uma dieta rígida, de repente nos deparamos com uma situação em que não há como escapar: um rodízio de pizza, uma ilha de massas, um buffet de sushi, festa de aniversário, um café na casa da vó...
Diante de tudo isso, uma amiga (Michelle) formulou uma máxima: não é por que pegou, colocou no prato, comprou, pagou caro que vai comer. Ela sempre diz: "Não engorda pelo que não vale a pena". Se provou, e não era bom, deixa no prato, não come.
Para mim, é difícil, fui ensinada pela lógica da escassez, ensinada a não deixar nada no prato, que colocar comida fora é pecado com tanta gente passando fome no mundo. Contudo, eu me convenci, é bem mais fácil e barato colocar no lixo um pouco de comida (afinal se não se gosto, pego pouquinho para não desperdiçar) do que colocar na boca e passar meses malhando para eliminar aquele momento de constrangimento.
Ainda é pouco para resistir a tanta oferta, mas é um começo.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Admirável mundo novo
Toda vez que leio algum dos futuristas do passado fico assombrada com os acertos que comentem. 1984 eu nem comento mais, pois é auto evidente. O controle "remoto" (que, na verdade, é televisão, o computador, o celular) está dentro das nossas casas e apple promete cada vez mais. Somos teleguiados e levamos nossa teletela aonde vamos.
Nessa semana estou lendo "Admirável mundo novo" e outra vez fiquei surpresa. Que visionários! Como adivinharam que tudo isso aconteceria quando nem tínhamos tecnologia para tanto! E eu ainda fico chocada.
A forma como Huxley, em 1932 (!), vê a sexualidade em seu mundo futuro é exatamente a filosofia da fila anda, do baile funk, da necessidade e utilidade sexual egoísta, ou seja, é a filosofia atual. Em sua história, romantismo é selvagem, não há nenhuma razão prática para cortejar um par. Os casais se formam por conveniência, se os dois estão livres naquele dia e querem, está feito par, amanhã se vê. É mal visto ficar muito tempo com um mesmo par, afinal assim se deixa de experimentar vários outros e não há lógica nisso.
A religião é motivo de riso. As pessoas não creem em nada e nem pensam na vida futura, seja espiritual, seja a vida dos que virão depois, eles não têm filhos, nem sobrinhos, nem vínculos afetivos. As mensagens de felicidade repetidas a exaustão fazem com que todos acreditem que são felizes e pronto. "Abra a felicidade" e tudo está resolvido ou não importa.
O uso do soma é exatamente igual aos nossos antidepressivos. Ninguém pode processar um luto com lágrimas e recatamento. Ninguém pode ficar desesperado, perdido ou triste que já receitamos uma terapia, um remedinho. Não temos o direito de chorar, é doença, é fraqueza, é falha de caráter, a sociedade simplesmente não aceita.
Outra questão é a maternidade. Estamos quase no ponto de "higiene" da visão futurista do autor. Lá "mãe" é uma palavra obscena. Aqui gerar um filho é quase um pecado, comentários repreendedores são comuns ainda mais para mulheres que trabalham e prezam sua vida profissional. O parto normal é uma aberração, um escândalo, principalmente entre os obstetras. A amamentação constrange aos que estão em torno. Enfim, a natureza não é suficientemente higiênica para nós. Se pudéssemos gerar nossos filhos em frasquinhos estéreis, com certeza faríamos e, se não quiséssemos, seríamos obrigados a fazer, pois não devemos deixar, nem por alguns meses de cumprir nossa função social, pois a sociedade e sua ordem é o que há mais importante.
Cada vez estamos mais longevos, mas aceitando cada vez menos a velhice. São plásticas, procedimentos estéticos, cremes, dietas, fórmulas antioxidantes, exercícios e toda uma parafernália que nos mantém mais "belos" e mais jovens tanto em aparência quanto em comportamento. Exatamente como no livro, devemos ser infantis fora do trabalho: é normal que adultos de 30, 40, 50 e até 60 anos se comportem, se vistam e vivam como adolescentes de 13, se não vivemos assim, somos velhos, caretas ou simplesmente chatos.
Em 1932, nem mesmo meus avós eram nascidos, em 1948, minha avó tinha 13 anos e nunca tinha visto um telefone ou uma televisão. De onde vinham indícios para a nossa radical mudança de comportamento?
Nessa semana estou lendo "Admirável mundo novo" e outra vez fiquei surpresa. Que visionários! Como adivinharam que tudo isso aconteceria quando nem tínhamos tecnologia para tanto! E eu ainda fico chocada.
A forma como Huxley, em 1932 (!), vê a sexualidade em seu mundo futuro é exatamente a filosofia da fila anda, do baile funk, da necessidade e utilidade sexual egoísta, ou seja, é a filosofia atual. Em sua história, romantismo é selvagem, não há nenhuma razão prática para cortejar um par. Os casais se formam por conveniência, se os dois estão livres naquele dia e querem, está feito par, amanhã se vê. É mal visto ficar muito tempo com um mesmo par, afinal assim se deixa de experimentar vários outros e não há lógica nisso.
A religião é motivo de riso. As pessoas não creem em nada e nem pensam na vida futura, seja espiritual, seja a vida dos que virão depois, eles não têm filhos, nem sobrinhos, nem vínculos afetivos. As mensagens de felicidade repetidas a exaustão fazem com que todos acreditem que são felizes e pronto. "Abra a felicidade" e tudo está resolvido ou não importa.
O uso do soma é exatamente igual aos nossos antidepressivos. Ninguém pode processar um luto com lágrimas e recatamento. Ninguém pode ficar desesperado, perdido ou triste que já receitamos uma terapia, um remedinho. Não temos o direito de chorar, é doença, é fraqueza, é falha de caráter, a sociedade simplesmente não aceita.
Outra questão é a maternidade. Estamos quase no ponto de "higiene" da visão futurista do autor. Lá "mãe" é uma palavra obscena. Aqui gerar um filho é quase um pecado, comentários repreendedores são comuns ainda mais para mulheres que trabalham e prezam sua vida profissional. O parto normal é uma aberração, um escândalo, principalmente entre os obstetras. A amamentação constrange aos que estão em torno. Enfim, a natureza não é suficientemente higiênica para nós. Se pudéssemos gerar nossos filhos em frasquinhos estéreis, com certeza faríamos e, se não quiséssemos, seríamos obrigados a fazer, pois não devemos deixar, nem por alguns meses de cumprir nossa função social, pois a sociedade e sua ordem é o que há mais importante.
Cada vez estamos mais longevos, mas aceitando cada vez menos a velhice. São plásticas, procedimentos estéticos, cremes, dietas, fórmulas antioxidantes, exercícios e toda uma parafernália que nos mantém mais "belos" e mais jovens tanto em aparência quanto em comportamento. Exatamente como no livro, devemos ser infantis fora do trabalho: é normal que adultos de 30, 40, 50 e até 60 anos se comportem, se vistam e vivam como adolescentes de 13, se não vivemos assim, somos velhos, caretas ou simplesmente chatos.
Em 1932, nem mesmo meus avós eram nascidos, em 1948, minha avó tinha 13 anos e nunca tinha visto um telefone ou uma televisão. De onde vinham indícios para a nossa radical mudança de comportamento?
sexta-feira, 30 de maio de 2014
O aborto por capricho
Essa nova lei que libera o aborto, libera também a irresponsabilidade e inconsequência da nossa geração. A liquidez da ética e da moral da sociedade pós-moderna já evaporou e o gás se perdeu no espaço. E não falo de moral religiosa, falo de humanidade, de amor ao próximo, de respeito a vida.
Hoje, o aborto em casos de estupro e risco de vida já é liberado. O que estamos liberando agora é o aborto por capricho. Temos inúmeros métodos anticoncepcionais, informação, distribuição gratuita de preservativos e comprimidos. Quem engravida, engravida por que quis ou por que se descuidou. Não é culpa da criança que seus pais são irresponsáveis, ele não merece pena de morte por isso.
Os pais podem doar a criança para adoção, há milhares de família aguardando, mas devem arcar com as consequências de seus atos. A mãe pode e deve ter poder sobre seu corpo, mas deve usá-lo com responsabilidade. O corpo do bebê não é de sua mãe. E desde os primeiros batimentos cardíacos ele é próprio. Num mundo onde todo mundo é muito individualista me surpreende que ninguém defenda a individualidade do bebê, só ele deve decidir se e como vive ou não, quando puder fazê-lo.
A tecnologia tem nos mostrado que desde as primeiras semanas de gestação o feto já está formado, já tem seu corpinho e seu rostinho próprio, não é possível que isso não nos gere o mínimo de empatia com o ser humano que vemos ali estampado diante de nossos olhos ainda embasbacados e surpresos com a perfeição daquele corpinho tão pequeno, de menos de uma dezena de centímetros.
A aprovação dessa lei éreflexo de um tempo de egoísmo e inconsequência. Ninguém se preocupa com seus pais e avós muito menos se preocuparia com o fruto de sua diversão fortuita. Uma lei dessas me preocupa muito. Num país onde ninguém paga por seus erros e o normal é que tudo acabe em pizza, essa é só mais uma lei que acoberta nossa cultura de inconsequências.
Hoje, o aborto em casos de estupro e risco de vida já é liberado. O que estamos liberando agora é o aborto por capricho. Temos inúmeros métodos anticoncepcionais, informação, distribuição gratuita de preservativos e comprimidos. Quem engravida, engravida por que quis ou por que se descuidou. Não é culpa da criança que seus pais são irresponsáveis, ele não merece pena de morte por isso.
Os pais podem doar a criança para adoção, há milhares de família aguardando, mas devem arcar com as consequências de seus atos. A mãe pode e deve ter poder sobre seu corpo, mas deve usá-lo com responsabilidade. O corpo do bebê não é de sua mãe. E desde os primeiros batimentos cardíacos ele é próprio. Num mundo onde todo mundo é muito individualista me surpreende que ninguém defenda a individualidade do bebê, só ele deve decidir se e como vive ou não, quando puder fazê-lo.
A tecnologia tem nos mostrado que desde as primeiras semanas de gestação o feto já está formado, já tem seu corpinho e seu rostinho próprio, não é possível que isso não nos gere o mínimo de empatia com o ser humano que vemos ali estampado diante de nossos olhos ainda embasbacados e surpresos com a perfeição daquele corpinho tão pequeno, de menos de uma dezena de centímetros.
A aprovação dessa lei éreflexo de um tempo de egoísmo e inconsequência. Ninguém se preocupa com seus pais e avós muito menos se preocuparia com o fruto de sua diversão fortuita. Uma lei dessas me preocupa muito. Num país onde ninguém paga por seus erros e o normal é que tudo acabe em pizza, essa é só mais uma lei que acoberta nossa cultura de inconsequências.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Gravidez não é doença
Nunca tinha pensado muito sobre esse dito popular, mas agora percebi que é uma grande cilada.
É óbvio que gravidez não é doença, os produtos são muito diferentes, nenhuma doença traz resultados tão positivos quanto um bebezinho e tudo de novo que ele traz consigo; mas se os processos não fossem semelhantes, não seria necessário repetir tanto que uma coisa não é outra. Os efeitos da gravidez no organismo são grandes, notáveis e muito diferentes de pessoa para pessoa.
Me dei conta de que é uma frase que desautoriza a mulher grávida a sentir os efeitos fisiológicos de seu estado físico e emocional. É uma frase machista e cruel repetida inúmeras vezes num mundo ainda mais machista e cruel.
Eu não sou muito feminista, acho que, como na minha família o machismo subsiste de forma muito tênue, acreditei que o mundo também já tivesse ultrapassado essa fase. Mas me enganei.
Não sou muito "menininha" no sentido tipificado do termo, nem muito sensível às ditas coisas "de mulher", quase nunca sinto cólica, não percebo minha tpm, meu humor é meio estável e meus hormônios comportados. Achei que minha gravidez também ia transcorrer assim, sem maiores percalços.
Mas não é bem assim, alguns sintomas são fortes e incontroláveis. O sono é de três noites sem dormir e o enjoo é constante mesmo que quase não vomite. Algumas coisas que gosto muito de comer, não posso nem ver. Perfumes e odores fortes que nunca me incomodaram me nauseiam imediatamente. Não quero sair e nem ver ninguém, embora não esteja nada deprimida, estou muito feliz e quero compartilhar minha alegria com meus amigos e familiares, mas a vontade de dormir é maior do que tudo.
Por isso, hoje compreendo a crueldade da expressão e me revolto. Nunca fales do que não entendes! Assim corres menos risco de ser estúpido. E, ao deparar-se com uma mulher grávida, compreenda, afinal, se não engravidássemos, a humanidade já estaria extinta e a maioria das coisa que consideras importantes e fundamentais nem mesmo existiriam.
É óbvio que gravidez não é doença, os produtos são muito diferentes, nenhuma doença traz resultados tão positivos quanto um bebezinho e tudo de novo que ele traz consigo; mas se os processos não fossem semelhantes, não seria necessário repetir tanto que uma coisa não é outra. Os efeitos da gravidez no organismo são grandes, notáveis e muito diferentes de pessoa para pessoa.
Me dei conta de que é uma frase que desautoriza a mulher grávida a sentir os efeitos fisiológicos de seu estado físico e emocional. É uma frase machista e cruel repetida inúmeras vezes num mundo ainda mais machista e cruel.
Eu não sou muito feminista, acho que, como na minha família o machismo subsiste de forma muito tênue, acreditei que o mundo também já tivesse ultrapassado essa fase. Mas me enganei.
Não sou muito "menininha" no sentido tipificado do termo, nem muito sensível às ditas coisas "de mulher", quase nunca sinto cólica, não percebo minha tpm, meu humor é meio estável e meus hormônios comportados. Achei que minha gravidez também ia transcorrer assim, sem maiores percalços.
Mas não é bem assim, alguns sintomas são fortes e incontroláveis. O sono é de três noites sem dormir e o enjoo é constante mesmo que quase não vomite. Algumas coisas que gosto muito de comer, não posso nem ver. Perfumes e odores fortes que nunca me incomodaram me nauseiam imediatamente. Não quero sair e nem ver ninguém, embora não esteja nada deprimida, estou muito feliz e quero compartilhar minha alegria com meus amigos e familiares, mas a vontade de dormir é maior do que tudo.
Por isso, hoje compreendo a crueldade da expressão e me revolto. Nunca fales do que não entendes! Assim corres menos risco de ser estúpido. E, ao deparar-se com uma mulher grávida, compreenda, afinal, se não engravidássemos, a humanidade já estaria extinta e a maioria das coisa que consideras importantes e fundamentais nem mesmo existiriam.
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